
Segredos da Lua,
intensas chamas que
floriram antes do tempo ser tempo
e cuspiram volumétricas
formas de emoções vigilantes várias,
ondas sísmicas,
réplicas de ti mudas
e ciosas como um caule distendido
e uma rosa adormecida no peito amado
Segredos da Lua,
espalhados no teu dorso prisma erecto,
em erupção nos teus pêlos,
terrivelmente incertos.
Inscreveste no meu ser crateras imensas
e confluíram nelas centopeias cegas,
ardendo no meu medo esvaziando-me de desejo.
São segredos da lua,
impressos na face oculta,
lanterna do universo bruxeleando
no azul necessário do meu ensimesmado verso.
Segredos são estes de transitivos verbos sem expressão,
lamparinas extintas de faróis imolados pela sua própria substância
Segredos da lua,
que trauteio em courelas de estéreis rochas lunares.
Eu e tu,
em tempo de bonança na fenda desferida na memória,
sem retorno,
sem aurora,
sem ânforas de sonhos e águas mornas,
sem a certeza cúmplice da permanência,
sem sabermos sequer onde a esperança
Segredos da lua,
nascidos das trevas
como se fossem figuras de lava reflectindo os meus sonhos,
quando na noite desbravas os lugares de assombro
e as lianas e trepadeiras que me afastam do teu mundo.
Segredos da Lua
que ela me esculpiu na face como sombra,
como lápide,
como o lugar onde arde esta mansidão de esperar-te...

floriram antes do tempo ser tempo
e cuspiram volumétricas
formas de emoções vigilantes várias,
ondas sísmicas,
réplicas de ti mudas
e ciosas como um caule distendido
e uma rosa adormecida no peito amado
Segredos da Lua,
espalhados no teu dorso prisma erecto,
em erupção nos teus pêlos,
terrivelmente incertos.
Inscreveste no meu ser crateras imensas
e confluíram nelas centopeias cegas,
ardendo no meu medo esvaziando-me de desejo.
São segredos da lua,
impressos na face oculta,
lanterna do universo bruxeleando
no azul necessário do meu ensimesmado verso.
Segredos são estes de transitivos verbos sem expressão,
lamparinas extintas de faróis imolados pela sua própria substância
Segredos da lua,
que trauteio em courelas de estéreis rochas lunares.
Eu e tu,
em tempo de bonança na fenda desferida na memória,
sem retorno,
sem aurora,
sem ânforas de sonhos e águas mornas,
sem a certeza cúmplice da permanência,
sem sabermos sequer onde a esperança
Segredos da lua,
nascidos das trevas
como se fossem figuras de lava reflectindo os meus sonhos,
quando na noite desbravas os lugares de assombro
e as lianas e trepadeiras que me afastam do teu mundo.
Segredos da Lua
que ela me esculpiu na face como sombra,
como lápide,
como o lugar onde arde esta mansidão de esperar-te...

6 comentários:
Lindo....
O cosmo tem os seus mistérios.
Um otimo f-de-semana.
Bjs
Precioso poema, la luna es una gran cómplice, eijinhos y buen fin de semana
Beijos e um bom final de semana!
OLA PRINCESA, MARAVILHOSO POEMA...UM BELO FIM DE SEMANA QUERIDA AMIGA!!!
BEIJOS DE CARINHO,
SUSY
Amiga Princesa
Que lindos, sensiveis e de forte
sentimento, estes segredos da lua.
Simplesmente me rendi.
Beijinhos
Alvaro
*
segredos da lua
em ti desvendados,
,
conchinhas lunares, deixo,
,
*
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